Esse foi o momento em que o tempo passou... Agora somos heróis ou fracassados, não importa! Não somos o que éramos e jamais saberemos o que foram nossos antepassados!
oficina de dança
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Análise do Processo
Após a finalização do processo de criação do trabalho final, penso que nossos objetivos foram em sua maior parte cumpridos. O grupo funcionou bem, trabalhou em equipes e todo o grupo foi responsável por todas as fases da criação. Conseguimos fazer uma boa utilização do espaço. Obviamente se tivéssemos mais tempo para exploração do espaço e até mesmo da ideia dos descobrimentos poderíamos ter um produto mais acabado. A nossa vontade era trabalhar o conceito dos descobrimentos apartir do dentro/fora, mas também os sentimentos que estavam envolvidos nessa rota, as desilusões, frustrações, angústias, saudades, alegrias, medos... de tal forma que conseguíssemos na parte final "do tunel" trabalhar mais a atualidade, onde as fronteiras estão menos definidas, ou seja, com a globalização perdemos um pouco a identidade local e vivemos uma identidade global, onde pessoas vivem de forma mecanizada. Para acrescentar, a Tícia contribuiu com um artigo de dança, onde se crítica por exemplo a homogeneidade de técnicas da dança que criam corpos iguais, as vezes uma técnica que se mantem na periferia do corpo, que não tangem a alma, mas que são repetidas externamente, mas que não passam por uma vivencia interior. Esse artigo contribuiu muito para a ideia da homogenização que abordaríamos... Hoje repetimos técnicas, tanto de dança, quanto outras de bem estar, mas não nos preocupamos com a origem dela, apenas repetimos ao bel prazer, onde se tornam mais um artigo de consumo.
Desde crianças somos moldados pelo que está fora do nosso corpo: a cultura, a moral e os bons costumes. De certo modo, em nossa intensão e proposta se encontravam esses elementos para que fossem dialogados.
Desde crianças somos moldados pelo que está fora do nosso corpo: a cultura, a moral e os bons costumes. De certo modo, em nossa intensão e proposta se encontravam esses elementos para que fossem dialogados.
Penso que essas reflexões foram fundamentais para guiar a nossa criatividade na criação e execução do trabalho.
Por fim, em relação a parte de estudantes de licenciatura, as aulas servirão de inspiração para outras formas de trabalhar a dança na escola, ou mesmo noutras abordagens criativas a dança.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Processo
Até agora, decidimos que para trabalhar o dentro/fora no monumento do Descobrimento, iríamos abordar aspectos históricos que pudessem remeter à própria época dos descobrimentos portugueses. Estamos trabalhando ora em pequenos grupos, ora coletivamente. O grupo está bem atento as ideias que surgem.
Análise do vídeo
Na minha apreciação, acredito que de
forma geral, falta um pouco de concentração na hora de realizar as
experimentações, como por exemplo, evitar comentários críticos durante a
execução do trabalho. Dá para perceber quando alguém ri de si próprio e pra
quem está assistindo perde um pouco da crença na situação que está poderia
estar surgindo. Mas mesmo assim é interessante perceber que as pessoas
estranham o que estamos fazendo. Mesmo do outro lado da rua as pessoas nos
olham curiosas. No tempo de 2 minutos do vídeo, acontece algo interessante, as
meninas começam com movimentos menores, mas aos poucos os movimentos vão sendo
ampliados. As pessoas param para olhar!
Por volta dos 3 minutos, parece que
todos estão mais concentrados. O que faz com que os movimentos se tornem mais
interessantes e que seja repetido pelo colega com mais verdade. Acontece outro
momento interessante, quando tem duas meninas sentadas e nós estamos saltitando
à volta. Depois também, quando elas ficam sentadas e chegam duas e se colocam
atrás das primeiras. Começa a surgir uma situação interessante e que não é explorada.
O que chama mais atenção é quando nos
mantemos num mesmo lugar por mais tempo e criamos movimentos em cânone.
Visualmente cria-se mais impacto, principalmente se estivermos mais próximos
uns dos outros. Às vezes parecemos engolidos pela cidade e seu caótico
cotidiano. Talvez, fosse interessante criarmos justamente uma oposição ao caos
e realizar movimentos muito limpos e precisos que possam contrastar com a
cidade.
sábado, 14 de abril de 2012
Reflexões (alguns princípios... utilização de um texto...)
Penso em poder utilizar o texto durante o contato improvisação... pode ser uma poesia ou mesmo um diálogo, porém sem precisar tornar o movimento fragmentado. Penso em unir o movimento e a fala juntos. As pausas de um ou de outro podem ocorrer, mas não necessariamente preciso parar ao falar, ou vice-versa!
Também já falamos em aula sobre um princípio importante no contato: Quando um corpo desce o outro sobe. Ao assistir essa performance, penso que quando o centro do corpo tem impulso de subir, o corpo se torna mais leve. Na oficina, tivemos uma aula praticamente destinada a exploração desse princípio. Outro princípio é o de transferência do peso (centro sobre centro), buscando encaixes, pontos de apoio, etc!
Pensei isso assistindo a um vídeo "Contat Improvisation in Performance "com Andrew Harwood, Jacob Lehrer, Judit Keri, David Corbet with musicians Rae Howell and Alies Sluiter.
Dentro/Fora
Estamos passando a uma nova fase do trabalho. A partir de agora as aulas da segunda e terça serão destinadas a criação e composição de um trabalho, baseado no que as palavras "dentro" e "fora". O que elas nos causam e como a interpretamos, e eles servirão como estímulo a nossa imaginação. Boa viagem!!!!
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