Começamos imitando movimentos que cada um era o chefe (tipo chefe manda) que serviu bastante de aquecimento, além disso em alguns momentos havia bastante sincronia de todo o grupo, como uma coreografia; depois o jogo de espelho e sombra... A Tícia em algum momento trouxe mais forte a expressão do rosto... incluímos isso no nosso jogo.
Acho que tenho improvisado bastante com a Tícia, e gosto muito disso. Comentei que sinto dificuldade em conseguir estabilidade e ou equilíbrio sobre ela. Credito isso a diferença de altura. Sinto que ela precisa baixar muito mais o koshi para que meu fique sobre o dela. Por isso, essa grande diferença física, por si só, já traz desafios para muito tempo de trabalho. Tenho sentido um pouco de vontade de improvisar mais com todas as pessoas... também penso que o contato improvisação se torna rico quando corpos diferentes com suas características se encontram. É um aprendizado pela experiência. Reflito sobre as JAMs de contato improvisação que se misturam todos os corpos e níveis de conhecimento na técnica... é um tipo de conhecimento passado de corpo a corpo, pelo toque, pela sensibilidade! Não sei o que acontece, mas creio que vez ou outra algumas memórias que estão gravadas em mim se tornam mais vivas durante a improvisação e me sinto carregado de emoções. Também percebo que conforme a improvisação acontece, imagens de situações vão se formando, da relação dos corpos, do peso, velocidade e espaço. As coisas simplesmente acontecem... Pelo menos eu sinto isso. Penso que o contato improvisação é para ser vivenciado e não assistido. Assim não preciso me preocupar se estou transmitindo ou não uma mensagem. Se fui ou não eficazzzZZZZZ.