domingo, 18 de março de 2012

Centro Cultural de Belém

Na segunda-feira, o encontro seria no Centro Cultural de Belém... A Maria João, pediu-nos que poderíamos fazer um aquecimento e ao mesmo tempo receber influência do local, podíamos nos relacionar como sentíssemos vontade, apenas deveríamos deixar que o movimento nascesse desses estímulos. Estávamos ao pé do Museu de Arte Moderna, e neste sítio a arquitetura tem muitas linhas retas, paredes cinzas... havia um corredor, por onde alguns transeuntes passavam. Em pouco tempo, tomamos conta do espaço e parece que lhe demos um pouco de vida! Aquilo que estava morto começou a ter movimento, as pessoas olhavam de formas diferentes para aquele local. Minha sensação era de pertencer àquelas paredes, ora sendo linhas retas e movimentos de tonalidade cinza, ora rompendo com essa qualidade e podendo colorir um pouco mais aquele espaço. No segundo momento, todos em círculo e uma pessoa deveria ir até o meio do círculo e realizar um deslocamento para trasportar um objeto imaginário, esse jogo trouxe-nos outras qualidades de movimento. Agora nosso foco inicial era o objeto transportado. No meu caso, quando me desafio a perceber como está o meu corpo ao trasportar um elemento, tenho a impressão de poder ser também esse elemento. Então podia ser um balão, um bebê, uma flor, uma rocha. Nesse parte ouve bastante interação, e tudo era estímulo pra nos movimentarmos ou permanecermos parados, no entanto cada uma na sua subjetividade. Acho que nesse momento aquecemos nossa criatividade, e eu parei de me preocupar com os olhos curiosos dos cidadãos que ali passavam. Comecei a aproveitar tudo aquilo pra me divertir e criar momentos de relação. Por exemplo, num momento em que eu realizava uma ação de fotografar (mimetizando a Maria João) e alguns transeuntes faziam a pose para a foto. Isso foi muito fixe!!!
Por fim, dividimos o espaço em quatro pequenos espaços. Em cada um deles deveríamos realizar um tipo de movimento: lento, rápido, repetido e livre. Acho que aqui aconteceram momentos onde a arte surgiu em cada um de nós. O ser e o estar se tornam presentes, no meu caso, principalmente com os movimentos lentos. É como se eu conseguisse tocar o ar, ou como se eu percebesse o ar me afagando!!! Ao finalizarmos, tive a impressão de que nos momentos finais estávamos mais tranquilos, com menos ansiedade em criar algo. Ou seja, estávamos aptos a criação.

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