quinta-feira, 22 de março de 2012

Experimentos

No encontro do dia 06, com a Maria João, estávamos investigando formas de deslocamento, equilíbrios, giros, quedas e subidas. Entre esses vários princípios podíamos utilizar o ponto neutro, o parado, o lugar do vazio! O vazio, quando alcançado é muito bem vindo na arte, dele algo pode acontecer... As moléculas de ar da sala estavam muito agitadas, fervilhavam ao atrito dos corpos que dançam. Corpos em movimentos retilíneos, circulares, coloridos. Se cada movimento pode ser lido como uma palavra, uma sequência de movimentos formam uma frase. Algumas frases de movimento podem formar um grande texto. Ao construir a minha frase, com os elementos trabalhados neste dia, machuquei meu joelho. Essa palavra ainda permanece no meu corpo como tatuagem. No final da aula, mostramos a frase que havíamos criado. A Maria João sugeriu um estímulo pra cada um dos grupos que realizavam junto suas frases: subir uma montanha, andar numa floresta tropical e para o meu grupo estar envolvido com barro. Esse simples elemento de concentração, ou novo foco, modificou significativamente a qualidade dos movimentos que estávamos fazendo. A nossa presença cênica aumentou muito e ficamos muito mais interessantes e maiores. Na minha opinião, quando existe um ponto de concentração que nos desestabilize faz com que nosso corpo trabalhe unificado. Não é apenas o racional! O subjetivo se torna presente, nos envolvemos com aquilo e aumenta nossa fé cênica. Deixamos de cumprir apenas ao solicitado pelo professor e nos envolvemos de corpo e alma! Excelente...

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