Na minha apreciação, acredito que de
forma geral, falta um pouco de concentração na hora de realizar as
experimentações, como por exemplo, evitar comentários críticos durante a
execução do trabalho. Dá para perceber quando alguém ri de si próprio e pra
quem está assistindo perde um pouco da crença na situação que está poderia
estar surgindo. Mas mesmo assim é interessante perceber que as pessoas
estranham o que estamos fazendo. Mesmo do outro lado da rua as pessoas nos
olham curiosas. No tempo de 2 minutos do vídeo, acontece algo interessante, as
meninas começam com movimentos menores, mas aos poucos os movimentos vão sendo
ampliados. As pessoas param para olhar!
Por volta dos 3 minutos, parece que
todos estão mais concentrados. O que faz com que os movimentos se tornem mais
interessantes e que seja repetido pelo colega com mais verdade. Acontece outro
momento interessante, quando tem duas meninas sentadas e nós estamos saltitando
à volta. Depois também, quando elas ficam sentadas e chegam duas e se colocam
atrás das primeiras. Começa a surgir uma situação interessante e que não é explorada.
O que chama mais atenção é quando nos
mantemos num mesmo lugar por mais tempo e criamos movimentos em cânone.
Visualmente cria-se mais impacto, principalmente se estivermos mais próximos
uns dos outros. Às vezes parecemos engolidos pela cidade e seu caótico
cotidiano. Talvez, fosse interessante criarmos justamente uma oposição ao caos
e realizar movimentos muito limpos e precisos que possam contrastar com a
cidade.
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